O uso de ferramentas tecnológicas como comunidades de práticas por docentes de uma rede particular de ensino

Resumen

A internet tem sido usada nas escolas em larga escala e serve como nova forma de comunicação entre os docentes e os responsáveis pelos educandos das séries iniciais, especialmente de escolas particulares. Essa interatividade entre o docente da Educação Infantil com os responsáveis utilizando a rede social, em especial o aplicativo Whatsapp, pode ser otimizada pela Gestão do Conhecimento (GC). O objetivo deste estudo foi o de investigar se os docentes da Educação Infantil de uma rede de ensino privada utilizam as redes sociais enquanto recurso de comunicação entre docente e responsáveis, como uma proposta de Comunidade de Prática. A pesquisa caracteriza-se como aplicada, de cunho exploratório, com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada numa rede de escolas particulares no Sul do Brasil, coletando um grupo para estudo, caracterizando como procedimento de estudo de caso, pois ocorreu a inserção do pesquisador para monitoramento em grupos de WhatsApp das escolas, bem como questionário online. Os dados obtidos foram coletados usando análise quantitativa, onde 1. Os dados obtidos pelas conversas forma depurados pelo (IRAMUTEQ). 2. O questionário online depurado no Google Forms. Os resultados indicaram que os docentes interagem nas redes sociais, no contato com os responsáveis, com potencial relação como uma proposta  de Comunidades de Prática no contexto educacional.

Biografía del autor/a

Leticia Fleig Dal Forno, Centro Universitário de Maringá

Professora Doutora em Educação, Docente no Programa de Pós Graduação em gestão do Conhecimento nas Organizações- UNICESUMAR. Bolsista do Programa Produtividade em Pesquisa ICETI

Reginéa de Souza Machado, UniCesumar- Centro Universitário de Maringá

Pedagoga pela Anhanguera/Uniderp-MS; Psicopedagoga Clínica e Institucional pela FACEL-PR; Mestre em Gestão do Conhecimento nas Organizações - UNICESUMAR-PR

Iara Carnevale de Almeida, UniCesumar- Centro Universitário de Maringá

Professora Doutora em Ciência da Computação, Docente no Programa de Pós Graduação em gestão do Conhecimento nas Organizações- UNICESUMAR. Bolsista do Programa Produtividade em Pesquisa ICETI.

Citas

E. Oliveira, A. Marin, A. Pires, F. B. Frizzo, G. B. Ravanello, and C. Rossato. “Estilos parentais autoritário e democrático-recíproco intergeracionais, conflito conjugal e comportamento de externalização e internalização”, Psicologia: Reflexão e Crítica, vol.15, n.1, p. 1-1, 2002.

V. L. Santos, and C. Santos. “A redes sociais digitais e sua influência na sociedade e educação contemporâneas”, HOLOS, vol 6, p. 307-328, 2014.

R. Fava, Educação 3.0: Aplicando o PDCA nas instituições de Ensino. Saraiva: São Paulo. 2014.

A.C. Cambraia, “Aprender e ensinar na Cibercultura: Desafios e Perspectivas Inovadoras”, V SENID: Cultura Digital na Educação, 2018. Disponível em: <https://www.upf.br/_uploads/Conteudo/senid/2018-artigos-completos/178959.pdf>, [Acesso em 14 de março de 2019].

Z. Bauman, Modernidade Liquida, Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

R. Tori, “A presença das tecnologias interativas na educação”, Revista de Computação e Tecnologia da PUC-SP, vol II, no1, p.4-16, 2010.

M.T. Angeloni, Organizações do Conhecimento: infraestrutura, pessoas e tecnologias. São Paulo: Saraiva, 2008.

M. M. Emydio, and R. F. Roch, “Gestão do Conhecimento na Área Educacional: a Tecnologia como Instrumento Facilitador”, SIMPÓSIO DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO E TECNOLOGIA, vol.9., Rsedende, 2012. Disponível em <https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos12/31316263.pdf> [Acesso em 20 de janeiro de 2019].

A. Vasconcelos, e G. Heidrich, “Sem medo dos grupos de WhatsApp dos pais”, Gestão Escolar. Ed. 52., novembro, 2016. Disponível em: < https://novaescola.org.br/conteudo/8143/sem-medo-dos-grupos-de-whatsapp-dos-pais>, [Acesso em 14 de fevereiro de 2018].

I. P. Silva, e F.B. Rocha, “Implicações do uso do WhatsApp na educação”, Revista EDaPECI, v.17. no. 2, p. 161-174, maio/agosto, 2017.

K. Dalkir, Knowledge management in theory and practice. Massachusetts: Massachusetts Institute of Tecnology, 2011.

M. L. Moreira, e A. S. M. Simões, “O uso do WhatsApp como ferramenta pedagógica no ensino de química”, Actio: Docência em Ciências. vol.2, no. 3, p. 21-43, Outubro/Dezembro, 2017.

D. Saviani, Educação brasileira: estrutura e sistema, 8ª. Ed, Campinas, Autores Associados, 2000.

H. Takeuchi, e I. Nonaka, Gestão do Conhecimento, Porto Alegre: Bookman. 2009.

J. Teixeira Filho, Gerenciando o conhecimento: como a empresa pode usar a memória organizacional e a competitividade no desenvolvimento de negócios, Rio de Janeiro: SENAC, 2000.

F. F. Kobs, “Os possíveis efeitos do uso dos dispositivos móveis por adolescentes: Uma análise de atores de uma escola pública e uma privada”, Tese, Faculdade de Tecnologia e Sociedade, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Curitiba, 2017.

G.J. Ballone, “Compulsão à Internet, Mito ou Realidade”, 2003. Disponível em <http://glollone.sites.uol.com.br/temas/internet.html> Atualizado em 2003. [Acesso em 17/04/2018].

L. A. Braga, G. F. Bezerra, e J. P. Gonçalves, “A(s) Identidade(s) do professor de Educação Infantil: itinerários de formação”, Revista de Educação Pública, [S.l.], vol. 27, no. 64, p. 41-63, dezembro, 2017. Disponível em <http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/educacaopublica/article/view/2128>. [Acesso em: 08/04/2018].

E. C. Wenger, Communities of practice: learning, meaning, and identity, Cambridge: University Press, 1998.

M.K. Smith, J. Lave, “Etienne Wenger and communities of practice”, Revista Infed, 2009. disponível em <http://infed.org/mobi/jeanlaveetiennewengerandcommunitiesofpractice/>. [Acesso em 21 de janeiro de 2018].

T. Takimoto, “Afinal, o que é uma comunidade de prática?” Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, 2012. Disponível em <http://www.sbgc.org.br/blog/afinal-o-que-e-uma-comunidade-de-pratica>. [Acesso em 31 de janeiro de 2018].

E. Oliveira, E.G. Anjos, H.M. Sousa, e J.E.R. Leite, “Estratégias de uso do Whatsapp como ambiente virtual de aprendizagem em um curso de formação de professores e tutores”. SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SIED, vol. 2, ANAIS. São Carlos: [s.n.], 2014. p. 1-15. Disponível em: . [Acesso em 20/03/2019].

V.S.M. Caroço, “Os blogues educativos como fator de aproximação entre a família e a escola. Dissertação de Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico”, tese, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Escola Superior de Educação, 2015. Disponível em: < https://repositorio.ipcb.pt/bitstream/10400.11/2749/1/Tese%20final.pdf>, [Acessado em 02/02/2019].

D. Bouhnik, e M. Deshen, “WhatsApp Goes to School: Mobile Instant Messaging between Teachers and Students”, Journal of Information Technology Education: Research, vol. 13, p. 217-231, 2014. Disponível em: http://www.jite.org/documents/Vol13/JITEv13ResearchP217- 231Bouhnik0601.pdf. [Acesso em: 10/07/2015].

W. Honorato, e R. S. F Reis. “WhatsApp: uma nova ferramenta para o ensino”, IV SIDTecS - Simpósio de Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade, vol 1, 2014. Disponível em: http://www.sidtecs.com.br/2014/wpcontent/uploads/2014/10/413.pdf. [Acesso em: 10/07/2015].

L.A. Saraiva, e A. Wagner, “A Relação Família-Escola sob a ótica de Professores e Pais de crianças que frequentam o Ensino Fundamental”, Ensaio: avaliação e políticas públicas em educação, Rio de Janeiro, vol.21, no. 81, p. 739-772, outubro/dezembro, 2013.

E. Schuhmacher, V. Schuhmacher, e J. P. Alves Filho, “Tecnologias da informação e comunicação em sala de aula: entre obstáculos e paradigmas”, V Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia - V SINECT. Ponta Grossa, 2016. Disponível em < https://www.researchgate.net/publication/311100965_TECNOLOGIAS_DA_INFORMACAO_E_COMUNICACAO_EM_SALA_DE_AULA_ENTRE_OBSTACULOS_E_PARADIGMAS>. [Acesso em 20 de janeiro de 2019].

T. Rodrigues, “A utilização do aplicativo WhatsApp por professores em suas práticas pedagógicas”, 6º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação. 2015. Disponível em <http://www.nehte.com.br/simposio/anais/Anais-Hipertexto-2015/A%20utiliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20aplicativo.pdf>. [Acesso em 31 de janeiro de 2018].

P. D. Leedy, e J. E. Ormrod, Practical research. Planning and design, 11 edição, Boston, MA: Pearson. 2015.

L. A. Heidemann, Â. M. M. Oliveira, e E. A. Veit “Ferramentas online no ensino de ciências: uma proposta com o Google Docs”, Física na escola, vol. 11, no. 2, p. 30-33, 2010.

CAMARGO B. V. Camargo, e A. M. Justo, “IRAMUTEQ: um software gratuito para análise de dados textuais”, Temas psicologia, 2013a. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v21n2/v21n2a16.pdf>. [Acesso em 20 de dezembro de 2018].

GOOGLE. Clear Google Drive space & increase storage. 2017. Disponível em: <https://support.google.com/drive/answer/6374270?src=soctw>. [Acesso em: 18 de junho de 2018].

M. G. Barros, e A. B. G. Carvalho, As concepções de interatividade nos ambientes virtuais de aprendizagem. In: R. P. Sousa (orgs) Tecnologias digitais na educação [online]. Campina Grande: EDUEPB, 2011.

A. M. Diogo, “Do envolvimento dos pais ao sucesso escolar dos filhos: mitos, críticas e evidências”, Sociologia da Educação Revista Luso-Brasileira, nº 1, p. 71-76. 2010.

H.H.G.O. Garcia, e L. Macedo, “Reuniões de pais na Educação Infantil: Modos de Gestão”, Cadernos de Pesquisa, vol.41, no. 142, Janeiro/Abril, 2011. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/cp/v41n142/v41n142a11.pdf> , [Acessado em 20/04/2019].

M. L. Moreira, e A. S. M. Simões, “O uso do WhatsApp como ferramenta pedagógica no ensino de química”, Actio: Docência em Ciências, vol.2, no. 3, p. 21-43, Outubro/Dezembro, 2017.

A.P.F.S. Pontes, “A docência nas séries iniciais do ensino fundamental: reflexões sobre a escolha da profissão e sobre o exercício profissional”, Educação, vol.40, no.1, p.115-125, Janeiro/ Abril, 2017.

D. S. Rüdiger, “Globalização e melancolia: a depressão como doença ocupacional”, Cadernos de Direito, vol., 14, no. 27, p.139-150, 2014.

P. Piacentini, “Como nosso ritmo de vida é determinado pelas tecnologias: Rotina apressada é sentida no dia a dia e traz consequências para o trabalho” Revista Pré-UNIVESP, no 61, Janeiro, 2017. Disponível em: <http://pre.univesp.br/ritmo-de-vida-e-tecnologias#.W5ssTJP26u4>. [Acesso em 14 de agosto de 2018].

J. A. Santos Neto, O. F. Almeida Junior, e M. Valentim, “Sociedade da informação, do conhecimento ou da comunicação? A questão da apropriação da informação”, V SECIN: Seminário em Ciência da Informação, vol.1, 2013. Disponível em <https://www.researchgate.net/publication/295861219_SOCIEDADE_DA_INFORMACAO_DO_CONHECIMENTO_OU_DA_COMUNICACAO_a_questao_da_apropriacao_da_informacao>. [Acesso em 17 de maio de 2018].

G. C. Barbosa, M. M. Guimarães, L. M. Borges, e A. G. Santos, “Tecnologias digitais: possibilidades e desafios na educação infantil”, Anais XI Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância, vol., p. 2888-2899, 2014.

A. P. F. Magalhães, M. R. Ribeiro, e T. F. Costa, “Tecnologia digital na Educação Infantil: um estudo exploratório em escolas de Belo Horizonte”, Pedagogia e Ação, vol. 8, no. 1, Belo Horizonte, 2016. Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/pedagogiacao/article/view/12326/9615>, [Acesso em: 8 de novembro de 2018].

D. Goleman, O cérebro e a inteligência emocional: Novas perspectivas. Rio de Janeiro. Objetiva. 2012.

Publicado
2020-07-27
Cómo citar
Fleig Dal FornoL., de Souza MachadoR., & Carnevale de AlmeidaI. (2020). O uso de ferramentas tecnológicas como comunidades de práticas por docentes de uma rede particular de ensino. Revista Iberoamericana De Tecnología En Educación Y Educación En Tecnología, (25), e2. https://doi.org/10.24215/18509959.25.e2
Sección
Artículos originales