Panorama Quantitativo dos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu em Tecnologia da Informação no Brasil

  • Fábio Luís Falchi de Magalhães Universidade Nove de Julho, São Paulo, Brasil
  • Ruth Del Raso Garcia Universidade Nove de Julho, São Paulo, Brasil
  • Camila Coutinho Gonçalves de Souza Universidade Nove de Julho, São Paulo, Brasil
  • Ruth dos Santos Sartoratto Universidade Nove de Julho, São Paulo, Brasil
  • Elisangela Cristina Costa Pastore Franco Universidade Nove de Julho, São Paulo, Brasil
  • Marcos Antonio Gaspar Universidade Nove de Julho, São Paulo, Brasil

Resumen

Com apenas 40 anos de existência, a Tecnologia da Informação (TI) tem sido objeto de estudo de diferentes áreas de pesquisa, tais como Administração, Computação, Ciências Sociais, Ciência da Informação e Comunicação. O objetivo desta pesquisa é apresentar um panorama quantitativo dos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu na área de Tecnologia da Informação no Brasil. Para a realização desta pesquisa documental de abordagem quantitativa utilizou-se a Plataforma Sucupira da CAPES para a coleta de dados, tendo como recorte a coleta de dados em efetuada em dezembro de 2016. Os principais resultados auferidos indicam a existência de 249 cursos distribuídos em 178 Programas estabelecidos no país. Há 76 cursos de doutorado, 138 mestrados acadêmicos e 35 mestrados profissionais distribuídos em 97 Instituições de Ensino Superior. Assim, treze das 49 áreas de avaliação da CAPES têm cursos embasados com esta temática, com destaque para ‘Ciência da Computação’, além das áreas ‘Interdisciplinar’, ‘Comunicação e Informação’ e ‘Engenharias IV’, predominantemente com notas de avaliação ‘4’ e ‘3’. Há maior presença de Programas na Região Sudeste do Brasil, notadamente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, sendo que as universidades federais se destacam perante outras instituições de ensino superior. Conclui-se que a TI como escopo de pesquisas está em plena expansão no país, sendo a sua abrangência interdisciplinar constatada nesta pesquisa.

Citas

[1] R. Araújo, C. Ralha, A. Graeml and A. Cidral, “A comunidade de pesquisa em sistemas de informação no Brasil na perspectiva do simpósio brasileiro de sistemas de informação”. iSys - Revista Brasileira de Sistemas de Informação, vol. 8(1), pp. 5-17, 2015.
[2] T.M. Bach, M.J.C.S. Domingues and S. A. Walter. “Tecnologias da informação e comunicação no ensino: um estudo bibliométrico e sociométrico de 1997-2011”. Avaliação, vol. 18(2), pp. 393-416, 2013.
[3] P. Baltzan and A. Phillips. Sistemas de Informação. São Paulo: AMGH, 2012.
[4] CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. “Cursos recomendados/reconhecidos”. Internet: http://www.capes.gov.br/cursos-recomendados, Dec. 2016 [Jan. 15, 2017].
[5] CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. “Avaliação de cursos”. Internet: https://sucupira.capes.gov.br, Nov. 2016 [Jan. 18, 2017].
[6] C.B.S. Cirani, M. A. Campanário and H. H. M. Silva. “A evolução do ensino da pós-graduação senso estrito no Brasil: análise exploratória e proposições para pesquisa”. Avaliação, vol. 20(1), pp. 163-187, 2015.
[7] Cruzeiro do Sul. “Mestrado em Astrofísica e Física Computacional”. Internet: http://www.cruzeirodosul.edu.br/pos-graduacao-pesquisa-extensao/mestrado-e-doutorado/astrofisica-e-fisica-computacional/curso/apresentacao/, Dec. 2016 [Fev. 22, 2017].
[8] S. Dalfovo, A. Lana and A. Silveira. “Métodos quantitativos e qualitativos: um resgate teórico”. Revista Interdisciplinar Científica Aplicada, vol. 2(4), pp. 1-13, 2008.
[9] E-MEC. “Instituições de educação superior e cursos cadastrados”. Internet: http://emec.mec.gov.br, Set. 2016 [Dec. 15, 2016].
[10] T. Fischer. “Mestrado profissional como prática acadêmica”. Revista Brasileira de Pós-Graduação - RBPG, vol. 2(4), pp. 24-29, Jul. 2005.
[11] H. Freitas, M. Oliveira, A. Saccol and J. Mascarola, “O método de pesquisa survey”. Revista de Administração, vol. 35(3), pp. 105-112, Jul. 2000.
[12] N. Hoppen and F. S. Meirelles. “Sistemas de informação: um panorama da pesquisa científica entre 1990 e 2003”. RAE – Revista de Administração de Empresas, vol. 45(1), pp. 24-35, Mar. 2005.
[13] J.A.C. Lordelo, J.E.S. Oliveira, R.F. Argolo and S.P. Andrade. “Pesquisa e formação: a iniciação científica na graduação como preditora da continuidade da formação pós-graduada stricto sensu”, R. FACED, vol. 20, pp. 9-34, 2011.
[14] C.B. Martins and A.L.D. Assad. “A pós-graduação e a formação de recursos humanos para inovação”. Revista Brasileira de Pós-Graduação - RBPG, vol. 5(10), pp. 322-352, Dez. 2008.
[15] T.M. Oliveira and L. Amaral. “Institucionalização da interdisciplinaridade em uma agência governamental de fomento e sua percepção na comunidade acadêmica”, in Ensino, pesquisa e inovação: desenvolvendo a interdisciplinaridade, A. Philippi Junior, V. Fernandes and R.C.S. Pacheco, Eds. Barueri: Manole, 2017, pp. 3-32.
[16] C. Raynaut and M. Zanoni. “Reflexões sobre princípios de uma prática interdisciplinar na pesquisa e no ensino superior”, in Interdisciplinaridade em ciência, tecnologia e inovação, A. Philippi Junior and A.J. Silva, Eds. Barueri: Manole, 2011.
[17] J.R. Sá-Silva, C.D. Almeida and J.F. Guindani. “Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas”, Revista Brasileira de História & Ciências Sociais, vol. 1(1), pp. 1-15, Jul. 2009.
[18] T. Tanji. “Analisamos cursos de pós-graduação no Brasil”. Revista Galileu, Internet: http://revistagalileu.globo.com/Multimidia/Infograficos/noticia/2015/06/analisamos-os-cursos-de-pos-graduacao-no-brasil2.html, Jun. 2016 [Mar. 21, 2017].
[19] UFERSA. “Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação”. Internet: https://ppgcc.ufersa.edu.br, Set. 2016 [Fev. 22, 2017].
[20] UFPB. “Curso de Mestrado em Computação, Comunicação e Artes”. Internet: http://ci.ufpb.br/cursos-graduacao/ppgcca, Ago. 2016 [Jan. 14, 2017].
[21] J.F.V. Vasconcellos, I.N. Bastos, H. Alves Filho and R.A. Tenenbaum. “Desafios e experiências do programa multidisciplinar de pós-graduação em modelagem computacional da UERJ”, Interdisciplinaridade em ciência, tecnologia e inovação, A. Philippi Junior and A.J. Silva, Eds. Barueri: Manole, 2011.
[22] M. Virmond. “Mestrado profissional – Uma síntese”. Salusvita, vol. 21(2), pp. 117-130, 2002
Publicado
2018-06-10
Cómo citar
Falchi de Magalhães, F., Del Raso Garcia, R., Coutinho Gonçalves de Souza, C., dos Santos Sartoratto, R., Costa Pastore Franco, E., & Gaspar, M. (2018). Panorama Quantitativo dos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu em Tecnologia da Informação no Brasil. Revista Iberoamericana De Tecnología En Educación Y Educación En Tecnología, (21), e06. https://doi.org/https://doi.org/10.24215/18509959.21.e06
Sección
Artículos originales